DEFESA CIVIL - SP
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Esta pesquisa investiga a implementação e os desdobramentos do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) na cidade de São Paulo, estabelecendo uma relação entre as políticas públicas de gestão de desastres e o engajamento das populações residentes em áreas de vulnerabilidade.
O estudo parte da problemática da urbanização acelerada e desordenada, que historicamente desconsiderou as dinâmicas geológicas e hidrológicas do território, resultando na consolidação de aproximadamente 800 áreas de risco geológico, distribuídas em 1.325 setores críticos, sendo 561 classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4).
A fundamentação teórica baseia-se na tríade risco, vulnerabilidade e desastre, articulada à Lei Federal nº 12.608/2012 (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil), evidenciando a necessidade de integração com o planejamento urbano municipal.
A metodologia adotada foi de natureza qualitativa e exploratória, com análise documental, observações de campo e entrevistas semiestruturadas realizadas na região leste do município, permitindo identificar discrepâncias entre o diagnóstico técnico institucional e a percepção cotidiana dos moradores.
Os resultados demonstram que a efetividade do PMRR está diretamente relacionada ao fortalecimento dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), que atuam como agentes de mobilização social, educação ambiental e difusão de estratégias preventivas.
Conclui-se que a gestão de riscos deve superar o modelo reativo, adotando uma abordagem preventiva, integrada e participativa, na qual o conhecimento local seja incorporado ao planejamento urbano e às intervenções estruturais.
Palavras-chave: Redução de Riscos; Defesa Civil; Participação Comunitária; Planejamento Urbano; São Paulo.
São Paulo possui cerca de 800 áreas de risco distribuídas em 1.325 setores críticos, evidenciando a vulnerabilidade socioambiental causada pela urbanização desordenada.
Eventos como deslizamentos e enchentes atingem áreas periféricas, revelando fragilidades no planejamento urbano e na gestão preventiva.
A participação comunitária, por meio dos NUPDECs, é essencial para fortalecer a percepção de risco e a prevenção local.
Avaliar a efetividade do PMRR em São Paulo, considerando a integração entre ações institucionais e participação comunitária.
• Analisar as diretrizes do PMRR
• Avaliar sua aplicação no território
• Investigar percepção de risco
• Propor melhorias na gestão
Estudo de documentos oficiais do PMRR e legislações aplicáveis.
Levantamento em áreas de risco para análise das condições reais.
Aplicação de questionários a moradores, gestores e técnicos.
Interpretação qualitativa com base na triangulação dos dados coletados.
Áreas de risco mapeadas
Setores críticos identificados
Setores de alto e muito alto risco (R3/R4)
📍 Mapeamento geoespacial das áreas de risco no município de São Paulo (Dados GeoSampa)
Alunos do Curso Técnico em Defesa Civil - Etec Professor Aprígio Gonzaga
A análise demonstrou que o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) constitui um instrumento essencial para a gestão de riscos urbanos no município de São Paulo, permitindo a identificação e priorização de áreas vulneráveis.
Entretanto, foram identificadas limitações relacionadas à comunicação institucional, à participação social e à integração entre órgãos públicos, evidenciando um modelo ainda predominantemente reativo.
Destaca-se o papel estratégico dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), que representam um elo fundamental entre o conhecimento técnico e o saber local, contribuindo para o fortalecimento da resiliência urbana.
"A gestão de riscos eficaz depende da integração entre planejamento técnico, participação comunitária e ações preventivas contínuas."